sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Policial civil reage a roubo em ônibus e mata filho de militar



Policiais civis e militares ao lado do corpo de Cleillton
Policiais civis e militares ao lado do corpo de Cleillton
Violência, pânico e morte numa das mais movimentadas avenidas de Salvador. Este foi o saldo de uma tentativa de assalto ao ônibus da empresa União, placa JQS-4715, que fazia a linha Duque de Caxias-Pituba, e resultou na morte do técnico administrativo Cleillton de Jesus Barbosa, de 20 anos, que estava no ponto de ônibus da Avenida Tancredo Neves, por volta das 18h de quinta-feira, 14.
Segundo passageiros, o tiro que atingiu o tórax de Cleiton foi desferido por um homem que se identificou como policial civil e reagiu ao anúncio de roubo de Jucemar Marcelo Oliveira Brito, 19, também atingido por, pelo menos, dois tiros. Levado ao Hospital Geral do Estado (HGE), ele foi submetido a uma cirurgia.
O fato ocorreu no horário de pico no trânsito, no ponto de ônibus mais movimentado da avenida (em frente à Casa do Comércio). Com os disparos, transeuntes viveram momentos de terror, com muita correria. “O rapaz falou: ‘como é? Passa tudo, isso é um assalto!’. Depois disso, ouvi o primeiro estampido do tiro disparado por um homem que estava sentado ao fundo do coletivo. Aí, me joguei no chão”, lembrou a passageira Vanessa Aflitos, 25.
Ela recebia o troco da passagem quando tudo aconteceu. Vanessa disse que, quando todos estavam deitados no assoalho do veículo, o homem que atirou se identificou como policial civil e pediu calma. O cobrador do coletivo, Valber Souza, confirmou a versão de Vanessa, embora tenham se esquivado de confirmar que o atirador tenha dito ser policial civil.
No entanto, o motorista Adenilson Reis contou que “o cobrador me disse que o passageiro entrou e se recusou a passar a catraca, quando anunciou o assalto. Um homem que disse ser policial atirou quando ele estava descendo do ônibus”.
Neste momento, o técnico administrativo Cleillton se preparava para subir no ônibus, foi atingido e caiu na calçada. O assaltante, já baleado, correu até as imediações da copiadora Copyart, onde caiu sangrando e foi levado por policiais ao HGE. O corpo de Cleilton ficou exposto no ponto de ônibus até depois das 20h (quando ocorreu o levantamento cadavérico) diante de olhares espantados de motoristas e pedestres.
Liberado - Quanto ao autor dos disparos, de nada adiantou a revista feita por PMs nos passageiros do ônibus – que ficou parado por duas horas no local, até ser levado à 16ª CP (Pituba), onde testemunhas foram ouvidas. Segundo um passageiro que não se identificou, o atirador disse aos PMs que era policial civil e foi logo liberado.
Policiais revelaram que foi encontrada pelo menos uma cápsula de bala no interior do ônibus da empresa União. No entanto, nenhuma arma usada pelo assaltante foi apresentada pelos policiais que trabalham no caso.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

PF apreende R$ 35 mil em notas falsas em agência dos Correios do Aeroporto


Iracema Chequer | Ag. A TARDE
Polícia Federal apreende dinheiro após denúncia de funcionário
Polícia Federal apreende dinheiro após denúncia de funcionário
Agentes da Polícia Federal (PF) apreenderam, na manhã desta terça-feira, 5, 3.500 notas de R$ 10, que totalizam R$ 35 mil, na agência  dos Correios localizada no Aeroporto Deputado Luís Eduardo Magalhães, em Salvador.
As cédulas, enviadas pelo serviço de remessa expressa Sedex, vieram de São Paulo e foram recebidas por Deivid Sarmento Menezes, 27, preso em flagrante. A encomenda causou estranheza entre os funcionários do terminal de cargas da agência que, desconfiados do conteúdo, acionaram  a polícia.

“As cédulas foram encontradas em um pacote, simulando embalagem de revistas. O número de série das notas era o mesmo, o que denota falsificação”, disse o superintendente da PF na Bahia, José Maria Fonseca.
De acordo com o superitendente, além da capital baiana, o dinheiro seria distribuído no interior e em cidades vizinhas. Deivid ficará preso, enquanto aguarda decisão judicial.

Soldado que atropelou família em Lauro de Freitas participa de audiência


Fernando Amorim | Ag. A Tarde
Alisson Luiz atropelou três pessoas em Ipitanga em dezembro do ano passado
Alisson Luiz atropelou três pessoas em Ipitanga em dezembro do ano passado
Iniciado às 10h desta terça-feira, 5, a audiência de instrução do soldado da Aeronáutica Alisson Luiz dos Santos Maia, de 20 anos, terminou no Fórum do município de Lauro de Freitas, na Região Metropolitana de Salvador. Alisson é acusado de ter atropelado, em dezembro de 2009, três pessoas de uma mesma família na Rua Ibitiara, em Ipitanga, após participar de um pega. 

Foram ouvidas na audiência, primeira após a finalização do inquérito policial, quatro testemunhas de acusação. O julgamento foi presidido pela juíza Patrícia Sobral . Um nova audiência está marcada para o dia 4 de novembro, onde serão ouvidas outras nove testemunhas, dois policiais que atenderam à ocorrência e o próprio Alisson. Segundo a juíza, o julgamento deve ser realizado em dezembro, e o réu deve ir a juri popular.

O advogado de defesa do acusado, Joaquim Ferreira, nega a versão apresentada pela polícia. "Meu cliente não estava participando de pega. O que aconteceu foi que o carro derrapou e ele perdeu o controle da direção", defende. 

O pai das crianças e marido da mulher atingida, Denilson Dias  Gonlçalves, 44 anos, acredita que houve corporativismo por parte da Policia Militar e da Aeronáutica, “ Isso é lamentável. Uma instituição como a Aeronáutica não se preocupo em averiguar um fato tão grave como esse”.

As vítimas do acidente, a comerciária Adriane Aparecida Urbano Gomes, 41 anos, sua filha Dayane Dias Gonçalves, 23 anos, e o filho Thiago Dias Gonçalves, de 9 anos, retornavam do mercado quando foram atingidos na calçada pelo veículo Ford Ecosport dirigido pelo soldado, que perdeu o controle do automóvel e capotou. Adriane e Dayane morreram na hora, já Thiago ainda se recupera do acidente após passar meses internado em estado grave na ala pediátrica do Hospital Roberto Santos. 

Em entrevista concedida ao A Tarde On Line no dia 30 de agosto, Denilson  afirmou que atualmente convive com as sequelas que o acidente deixou no filho. "Meu filho passou sete meses no hospital. Hoje ele não fala, não enxerga, não se movimenta e come apenas comidas pastosas". Ele conta com a ajuda da filha de 18 anos, Priscila Dias Gonçalves, para tomar conta do irmão, que necessita de cuidados especiais, e da outra filha, Gabriele Dias Gonçalves de 3 anos. Ele conta também com a ajuda de profissionais disponibilizados pelo Município de Lauro de Freitas. 

O delegado da 23ª CP, Cláudio Meirelles, que acompanhou o caso, constatou que o veículo dirigido por Alisson, de placa DZG-0650 e licença de São Paulo, possuia restrições de furto ou roubo, além de acumular dívidas de R$ 5.498 referentes a licenciamento e R$ 980 de multa. O automóvel é registrado em nome de Yara Lopes de Barros Santos, com endereço no bairro Moema, na capital paulista. 

Após perícia no local do atropelamento, a polícia concluiu, em inquérito, que o soldado Maia participava de um "racha" antes de perder o controle da direção e provocar o acidente. O acusado foi denunciado pelo Ministério Público, que pede sua condenação por homicídio e lesões corporais. 

À época do acidente, a equipe de A TARDE localizou um tio de Alisson em Itapuã, bairro onde reside, e ele alegou que o sobrinho não teria ingerido bebida alcoólica antes de dirigir e voltava de uma festa quando foi fechado por um outro veículo e perdeu o controle da direção. “Ele é um rapaz responsável, estão falando coisas erradas dele na imprensa”, reclamou o familiar.

Clima tenso em enterro de jovens mortos por PMs


O clima foi tenso durante o enterro dos corpos de André de Jesus Cardoso, 21, e Tiago Santos Silva, 20, que aconteceu nesta terça-feira, 5, no Cemitério de Itapuã. Parentes e amigos dos dois jovens realizaram um protesto após o sepultamento dos jovens na Avenida Octávio Mangabeira, na região de Itapuã.
O grupo protestou contra a morte dos jovens e alegou que policiais a paisana rondaram o cemitério durante o enterro. André e Tiago foram mortos durante blitz policial no bairro de Itapuã na madrugada desta segunda-feira, 4.
De acordo com uma testemunha do crime, que não quis se identificar, Tiago parava a moto no local após um amigo que estava em outra motocicleta ter sido parado na blitz. Foi quando os policiais teriam atirado pelas costas em André, que estava na garupa da moto de Tiago. Após os jovens caírem, os PMs, segundo a testemunha, executaram os rapazes.
A Polícia Militar alega que André e Tiago estavam armados e que foram mortos durante troca de tiros com os agentes. Versão negada pela família dos jovens, que argumenta que eles eram trabalhadores e não tinham envolvimento com crime ou droga. Tiago gerenciava uma barbearia no Alto do Coqueirinho e André era garçom em um hotel de Salvador. Tiago deixa a namorada grávida de três meses. 

Irmãs são assassinadas a tiros na Ilha de Itaparica


Duas irmãs foram assassinadas a tiros na madrugada desta quarta-feira, 6, na Ilha de Itaparica. Marise e Ingrid Arcela dos Santos, 23 e 20, respectivamente, estavam em uma casa na Avenida São Benedito com o irmão Leandro Fernandes dos Santos, 27 anos, quando criminosos invadiram o imóvel e atiraram contra os jovens. 

Marise e Ingrid morreram no local. Leandro foi baleado na barriga e levado ao Hospital Geral de Itaparica. De acordo com policiais da 19ª CP, delegacia de Itaparica, os autores do crime ainda não foram identificados, mas a suspeita é que os bandidos cobravam dívida de drogas de Leandro.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Homem é baleado em saidinha bancária na Barra


Um homem, não identificado, foi baleado uma saidinha bancária nesta sexta-feira, 1°, quando deixava a agência do Banco do Brasil, na Rua Miguel de Burnié, no bairro da Barra. De acordo com a Central de Telecomunicações das Polícias Civil e Militar (Centel), a vítima foi abordada por dois assaltantes em uma moto. A quantia roubada não foi informada.

O rapaz teria tentando reagir ao assalto e foi atingido de raspão por um dos assaltantes. Ele foi socorrido por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel (Samu) e encaminhado ao Hospital Geral do Estado (HGE). Segundo policiais, a vítima passa bem e já teve alta do Hospital.

De acordo com agentes da 14ª Delegacia da Barra, a família da vítima ainda não registrou ocorrência, mas "procedimentos estratégicos como policiamento ostensivo, para coibir essa modalidade de crime nas 28 agências bancárias existentes nos bairros da Graça e Barra estão sendo feitos".